sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Professor Ceni

No primeiro jogo de Rogério Ceni oficialmente como técnico do São Paulo podemos ver algumas,ou muitas mudanças no time que seria titular. Começando pela tática que passou a ser 3-4-3 e terminando pelas contratações e novas chances para os antigos jogadores. 

Quando vi a escalação, não me senti muito animada, uma vez que o novo técnico deu mais uma chance para Denis, Breno e Luis Araújo. Todos ao meu ver, poderiam começar no banco e jogar no segundo tempo... Com a contratação de Sidão, era claro que o ex goleiro botafoguense seria o titular, uma vez que passamos um ano vendo e dando um chance ao Denis. O goleiro contratado no final da partida fez a diferença, quando todos os titulares foram substituídos, Sidão defendeu os dois pênaltis que nós levaria a final. Já Denis... fez o que era esperado, boas bolas defensáveis mas é claro, uma falha com os pés que poderia ter resultado a um gol do River Plate.

Breno também começou como titular mas eu não acredito que era hora para isso, uma vez que o zagueiro está voltando de lesão, muito tempo sem jogar e também sem tempo de jogo, houve muitas falhas de posicionamento e tempo de bola. No segundo tempo, Ceni deu a chance para Lucão, velho conhecido da torcida mas novo em campo, acredito que o jogador merece uma segunda chance mas também acho que precisa começar a jogar mais, para merecer. Lugano também entrou em campo, uma contratação que para mim, é mais extracampo do que dentro das quatro linhas. Ainda podemos lembrar que tem um zagueiro recém contratado que ainda não estreou, quando eu acredito que poderia entrar facilmente no lugar do Lugano ou do Breno.

O meio de campo foi um problema para mim, acostumada a ver ele sempre preenchido por pelo menos três jogadores. Parecia que toda a hora que olhava para a televisão faltava jogadores no meio de campo. Só com Thiago Mendes e Cueva jogando naquela área ficou complicado entender a nova tática. Mas no final do primeiro tempo deu para perceber que a função de armador seria de todos e funcionou, para a minha surpresa, o time conseguiu envolver o adversário e criar inúmeras chances de gol, claro que faltou caprichar na finalização, várias chances, várias bolas na trave e além disso o pênalti perdido no começo do jogo. No segundo tempo, gostei da chance que Ceni deu para os meninos vindo da base, porque acredito que eles serão os novos e bons reforços para o time profissional. Principalmente com a motivação e com o incentivo que virá do novo técnico. 

 Na lateral, jogando como alas, eu vi a necessidade de um lateral esquerdo de oficio. Jogar com Bruno e Buffarini ambos laterais direito, jogando na esquerda não me parece um bom negocio. Talvez podemos apostar nos meninos criados na base, tanto Foguete quanto Junior Tavares entraram no segundo tempo e foram bem. Wesley ganhou mais um chance também e a única coisa que fez foi perder o pênalti e algumas bolas, mas a segunda chance talvez seja bem vinda. Wellington, voltando de empréstimo e mais alguns meninos da base ganharam a sua chance. Como o menino Araruna e Shaylon. Quanto a nova contratação, Cicero jogou bem mas é preciso pensar onde ele entrara no time e com qual função porque eu não enxergo um lugar com a nova tática imposta por Ceni. 

No ataque as coisas fluíram muito bem, mesmo sem gols. Houve muitas chances desperdiçadas e o time jogou muito bem no primeiro tempo. Chavez perdeu algumas chances mas se movimentou bem, assim como o contratado Wellington Nem que mostrou poder ser uma ótima peça para o time titular. Correu, deu passes e se fez presente durante todo o primeiro tempo, acredito que podemos esperar muito mais dele nessa temporada. Quanto ao Luis Araújo, o menino é novo ainda mas perdeu uns dois gols inacreditáveis, acredito que há outros que podem substitui-lo a altura ou até melhor, como o David Neres ou Neiton que chegou e jogou apenas 30 minutos. 

Foto: GloboEsporte,com

No primeiro jogo de Ceni, a impressão que fica é ótima, principalmente no primeiro tempo. O time muito bem colocado, com vontade de jogo e fortemente ofensivo mesmo com a falta de alas participativos. Nos pênaltis todos bateram com frieza e muito bem, até os meninos vindo da base que devem ,com certeza, se destacar mais esse ano. No segundo tempo, a coisa não foi tão bem talvez pela mudança de tática e pela mudança de todos os jogadores. Demos mais espaço para o River atacar mas no final o empate foi bem vindo, uma vez que era só o primeiro jogo de pré temporada e no final vamos disputar o titulo contra o Corinthians, mas mesmo sendo uma competição de pré temporada e não tendo muito valor, seria ótimo ganhar do rival e com um ídolo comandando a vitoria... é isso vamos descobrir no sábado. 

Espero começar 2017 com o pé direito! 




quinta-feira, 19 de maio de 2016

A Camisa Pesou!

   Algum São Paulino vivo depois da partida de ontem? 

  São Paulo e Atlético jogaram mais em vinte minutos, do que a partida aqui no Morumbi. E que jogo, digno de Libertadores, com raça, com emoção, com sufoco e no final com alivio para a torcida tricolor. 

Comecei acreditando em um empate, mas confesso que quando o jogo deu inicio, a classificação já seria ótima, não importando o resultado. O São Paulo jogou com raça, na bola e com uma emoção que a tempos eu não via, querendo avançar, querendo ganhar e seguir para a semi final. 

 Quando vemos o Tricolor jogar assim, dá até uma nostalgia dos tempos de Lugano, Cicinho e companhia... Porém a minha maior saudades ontem foi a ausência do Rogério no gol. Acredito que não seja unanimidade mas eu não confio no Denis para defender nossas traves, ele foi bem e falhou em lances importantes, irregular e tem sido assim em todos os jogos que eu assisti. No segundo tempo, eu tremi quando ele deu o rebote, a cada bola parada mais medo e receio. Não sei afirmar se é pela responsabilidade de substituir um ídolo, mas se for ele deve saber que a camisa do São Paulo pesa e pesa demais. 

Com os dois gols do Galo, a essa altura eu já estava imaginando o pior, quero dizer mesmo fazendo um gol teríamos que segurar o Galo em mais de um tempo, mais de 45 minutos, com o Atlético jogando em casa, torcida apoiando, isso seria dificil. Mas a torcida pressionou e o time da casa começou a ficar nervoso com vários passes errados.   

O gol do Maicon veio na hora certa, o São Paulo acalmou e conseguiu segurar a bola e o relógio. O tempo precisava passar  e não poderíamos tomar nenhum gol, tenho certeza que durante todo o segundo tempo muitos são paulinos não conseguiram nem assistir ao jogo, ou então quase tiveram um ataque do coração, afinal os minutos não pareciam passar e a cada bola parada mais uma respiração segurada. Quando chegaram os maravilhosos 45 minutos, o juiz deu mais cinco de acréscimos e vimos o último lance do jogo ser uma... bola parada, uma falta perfeita para o Atlético que com muita felicidade eu digo que ela não entrou! 

 Quando o juiz apitou o fim, o alivio percorreu meu corpo, junto com a felicidade de conseguir ver o meu time alcançar uma vaga na semi final, de ver a raça e a emoção verdadeira desses jogadores. Eu não acreditava que passaríamos da fase de grupos, pelo modo em que começamos a taça Libertadores, mas com a virada que demos depois do jogo contra o The Strongest, aquela em que o Maicon virou zagueiro, que o Calleri foi expulso, que os bolivianos provocaram mas não passaram. Ali alguma coisa aconteceu, eu vi que a camisa pesou, a raça e a honra de vestir a camisa apareceram e o São Paulo virou outro, um coletivo maior e mais unido... 

 Assim vamos seguindo, derrubando um a um e aqui estamos na semi final de uma taça libertadores depois de tanto tempo e depois de tantas eliminações por brasileiros.  A camisa pesou, entortou o varal, pesa no peito dos torcedores e dos jogadores. Espero que seja assim continue, espero gritar lá na frente que o campeão voltou e que aqui é São Paulo! 

foto:Divulgação

Essa foi uma das melhores cenas de ontem, a união e a  comemoração pela classificação com a torcida. Que foi fundamental também para a mudança do time, afinal juntos somos mais fortes e isso com certeza é verdade, os jogadores estão mostrando um união em campo e fora dele. 

Maicon foi o melhor em campo, sem dúvida o xerife que precisávamos, mostra uma vontade e uma felicidade ao vestir o manto que não é normal, parece que joga aqui a trinta anos. Hudson me surpreendeu como capitão, vestiu a braçadeira muito bem e fecha o meio de campo. Michel Bastos, que virada de futebol, de criticado a herói e sim ele mereceu essa reviravolta, está jogando muito e espero que assim continue porque a torcida tricolor sabe reconhecer quando os jogadores estão bem e quando não. 

 Estamos na semi final e vocês?  Caiu no Horto? É semi final ! 

Vamos São Paulo! 

Juntos somos mais fortes e disso eu tenho certeza. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Fim de uma Era


                                       (Foto: Divulgação)

  Como é difícil dar o adeus, como é estranho pensar que eu não verei mais um ídolo vestir a camisa que eu tanto respeito e amo...
   Ao  fim de uma era consagrada, mais de cinquenta mil pessoas te deram Adeus, inúmeras pessoas ali só te esperando para dizer adeus do gramado da sua segunda casa.  É Rogério, como é estranho pensar que eu não te verei mais debaixo das traves,com a sua braçadeira de capitão, gritando, brigando, caindo, incentivando,esperando aquele pênalti para bater e poder comemorar com a torcida que tanto canta o seu nome. 
  Canta e canta com vontade porque sabemos de tudo o que você fez, sabemos o quanto você honra, ama e venera o time que jogou por vinte e cinco anos, sabemos o quanto você merece isso que fizemos hoje, todos os gols, todos os troféus. Sabemos que você não é perfeito, mas a cada lance errado pensamos : E dai? Ele tem credito! É e esse credito é infinito.
  Realmente, eu não sabia se sorria, se chorava, se gritava ou simplesmente sentava e via os jogadores que eu nunca mais irei ver juntos, os jogadores que fizeram historia com a camisa do meu time, com a camisa de um time tão amado. Eu não cheguei a ver Zetti, Cafú, Raí, Aloísio, Amoroso, Josué, Mineiro e até o tão gritado Lugano...  Eu sorria a cada passe do Raí, a cada arrancada do Cafú, a cada tirada de bola do Lugado e eu gritei em todos os gols e todas as defesas. Eu queria chamar o Muricy de volta, eu queria chamar o Lugano de volta... 
  Eu queria pensar e imaginar como seria o time de 92/93 jogando mesmo no campo do Morumbi naquela época, ver a conquista do Mundial contra Barcelona e Milan, e ver o mestre eterno Tele Santana lá sentado no banco e comandando esse time.Eu vi o Zetti fazer gol e o Rogério tentar fazer um de cobertura, eu vi o Cafú dar uma arrancada espetacular e fazer o gol,eu vi o Raí bater uma falta que por pouco não entrou, eu vi um gol do Aloísio e o seu último gol com aquela camisa.
  Mito, monstro,melhor goleiro do Brasil... foram vinte e cinco anos, 1.237 jogos, 131 gols com a camisa que ficará eternizada, que ninguém nunca mais poderá usar... e quem estaria a altura a usa-lá? Pensando como ídolo e como o goleiro que você foi eu acho que ninguém. Só você para lotar o Morumbi em uma sexta feira a noite e fazer com que todos esperassem um jogo histórico acontecer, um jogo que é praticamente a historia do São Paulo. Foi com todos aqueles que estavam em campo que surgiu a obsessão que temos com a Libertadores, todos aqueles jogaram tudo o que podiam pelo São Paulo, jogaram com toda a raça e amor que se espera. Hoje o dia foi de festa, uma festa inesquecível para todos.
  Eu vi as bandeiras tremularem na torcida organizada e não parando de cantar o seu nome, eu vi todos cantarem o hino do São Paulo juntos na arquibancada e no campo. Eu vi mais de cinquenta mil vozes cantarem e chamarem os ídolos do passado, os jogadores e técnicos que fizeram historia e até hoje são lembrados. E até gritamos o nome do Presidente Juvenal Juvêncio, tanta história ali em campo, tantos nomes e ídolos, tanta nostalgia e saudades... tantas lembranças positivas ali, bem perto dos nosso olhos.
  Acredito que o final, quando a contagem regressiva começou foi como um último suspiro, um último minuto ali naquele gramado. Ver um estádio silenciar por minutos só para te ouvir falar foi inexplicável, para te ouvir dizer que nós somos a razão de todos esses anos vestindo uma mesma camisa, que cada um no campo é responsável por cada estrela no nosso simbolo... Que você queria suas cinzas jogadas no Morumbi para sempre lembrar de todos os momentos.
   Eterno Capitão, Mito, Mostro, Melhor do Brasil, nós nunca esqueceremos cada vez que gritamos : Rogério!!, cada gol comemorado, cada vez que você não deixou a bola entrar, cada defesa espetacular.  Foi uma vida amando uma instituição, amando um time, horando e respeitando o manto. São anos que o seu sangue é vermelho, preto e branco, que você fez a da sua segunda casa o Morumbi... Saiba que você pendura as chuteiras mas não o coração, o São Paulo sempre vai ser seu amor e os torcedores jamais te esqueceram. 
   Rogério, eu só tenho orgulho de poder dizer que um dia eu te vi jogar e que você é o maior ídolo do meu time. 


Todos tem goleiro, só nós temos Rogério, goleiro matador !


Para Sempre Mito! 

domingo, 7 de junho de 2015

Morno...

 O Brasil tinha tudo para mostrar um futebol convincente e ganhar de novo a confiança dos Brasileiros para essa Copa América. A primeira visita da seleção de volta ao seu país não teve nada de empolgante, a não ser o estádio digno de aplausos pela modernidade e pela comodidade.     

   Todos sabemos que os torcedores paulistas são extremamente exigentes, talvez foi por isso que eu não me senti nada a vontade na Arena Palmeiras com o silencio constante, ou realmente somos exigentes ou os Brasileiros precisam criar cantos para animar o time. Os poucos momentos que quebraram o silencio ensurdecedor foram os gols, a Ola e claro a torcida do Porco, que gritava o nome do time paulista. 

    O time certamente não empolgou, sem Neymar, Oscar, Marcelo e Luis Gustavo. A seleção mal chutava no gol do México a não ser dois escanteios perigosos. Faltava tanto criação que era responsabilidade do Willian, quanto a velocidade que seria dos pés de Philippe Coutinho. Com quase trinta minutos a torcida perdeu a paciência e as vaias começaram a ecoar no estádio, mas sem precisar de muito tempo Philippe Coutinho fez o primeiro gol totalmente sem angulo na linha de fundo, um golaço e que quebrou o barulho das vaias.    

  Depois o time deu uma melhorada, a troca de passes, unido a paciência fez com que o segundo gol saísse ainda no primeiro tempo. Tardelli só empurrou para o gol após boa jogada de Elias, que foi ridiculamente vaiado após ser substituído, só porque atua pelo Corinthians e estava jogando no estádio do rival. Aplausos aqui para o capitão David Luis, que ganhou a simpatia dos brasileiros, hoje ele provavelmente foi quem mais desarmou e ajudou o time no ataque e na defesa. O cara mitou mais uma vez.   

  No segundo tempo... (Zzzz...) O Brasil mal viu a bola, não teve nem uma porcentagem considerável de posse, mal se apresentou ao ataque e por sua vez o time do México não assustou. Resumindo no segundo tempo daria para dormir um pouco, juntando tudo isso e o silencio do estádio... O que valeu para o Dunga foram as substituições, Casemiro, Douglas Costa, Éverton Ribeiro, Felipe Anderson e Firmino. O garoto que vestiu a camisa 11, originalmente de Neymar, foi o único que entrou e se lançou ao ataque pelo menos duas vezes no final do jogo mas mesmo assim ele já fez mais que o Fred, por exemplo, que até hoje eu mal vi a cara e nem o futebol dele. Firmino e Neymar com certeza bagunçam qualquer defesa, pelas laterais do campo, com velocidade e precisão. Os dois ao lado de Tardelli dariam um bom trio de ataque.  

 É de se pensar como o Neymar e o Oscar fazem falta a seleção, não preciso falar porque a ausência do atacante é sentida. Mas tem muita gente que aposta no Wilian. Posso dizer que eu também aposto nele, mas hoje ele não tomou conta do meio de campo, na verdade longe disso, não criou muitas chances e quando ia atacar muitas vezes recuava.  Elias foi o melhor naquele setor do campo, se aventurou no ataque e também ajudou na marcação mas como o time inteiro estava mal ele não se sobressaiu, injustas as vaias palmeirenses. Na lateral direita, achei o Danilo muito bem não comprometeu o time e estava quase sempre livre do lado direito do campo. Senti falta do Luis Gustavo, hoje não era dia do Fernandinho, alguns erros de passes e de desarme também.    

  A torcida já saia do estádio quando o juiz apitou o fim do jogo. Resumo fácil da minha primeira ida ao estádio do Palmeiras : Estádio Moderno, bonito, arquibancada muito perto do campo, cadeiras confortáveis. Mas... eu ainda gosto de me sentir em um estádio de futebol e não em uma arena. Claro, que me sentir confortável é bom porém não senti aquela energia de estádio de futebol, aquele estádio que a torcida vibra, grita e as arquibancadas tremem. Aquele que você pergunta para o outro torcedor de quem foi a jogada porque você não enxergou, claro que ter o telão para ver os melhores momentos é ótimo mas aquela dúvida é um pouco melhor. Não tenho o que reclamar do estádio mas no segundo tempo eu me senti no sofá de casa, se isso é bom eu não tenho certeza, mas eu me senti assim.  O silencio pode ser muito devido a torcida brasileira, a falta de confiança, falta de futebol e a falta das músicas. Pode ser que em um jogo do Palmeiras a coisa seja totalmente diferente e tomara que seja mesmo.   

   A vitoria do Brasil foi boa para relaxar mas não convenceu, o time teve praticamente só os gols nos melhores momentos, para uma seleção que busca a Copa América e de volta a confiança do torcedor é pouco... A seleção está em formação mas nove jogos já daria para arrumar um time a tempo.    

 Mais um amistoso por ai e depois a Copa América, que venha o titulo mas o time precisa melhorar.

 Vai Brasil ! 


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Futebol ficando chato...

    O exagero de regras, enche o futebol de chatice... Nessa terceira rodada os amarelos apareceram praticamente em todos os jogos. Por comemorações e por reclamações.     Eu ainda não entendo o porquê do jogador não poder simplesmente subir as escadas das novas arenas e comemorar com a sua torcida, é um momento tão único, você ver um estadio lotado, fazer um gol e não poder ir lá abraçar aqueles que torcem por você. No jogo do Atlético Paranaense, Douglas Coutinho, fez o gol da vitoria e subiu para comemorar e até se emocionou mas depois levou o amarelo... A emoção de se fazer um gol, deveria ser livre não contida, não ter que comemorar em silencio e quieto com medo de levar cartão amarelo e pior foi expulso. A mesmo coisa aconteceu com Bruno Henrique, gol também da vitoria contra o Palmeiras, foi mais contido mas levou amarelo também.
  Além da falta de critério é nítida, amarelo para um, vermelho para outro. Quanto as comemorações e agora pelas reclamações, não poder falar nada deixa você de mãos atadas quando acontece algum erro. Cartões amarelos vem sido distribuídos em todos os jogos, por reclamações normais de campo e não por exageros dos jogadores.
      Onde levaram o espirito esportivo? Eu não sei mais onde está, achei o máximo os jogadores do Santos fazerem um funk sobre a vontade de ganhar do Palmeiras na final do Paulista. Foram criticados, mas isso é besteira, as provocações, brincadeiras que fazem o futebol um dos esportes com mais torcedores. Como é legal o seu time ganhar um clássico e você poder brincar, provocar o seu amigo. Óbvio que brincadeiras são legais tirando a violência, que nada justifica. Porque não aplicar o cartão amarelo para os torcedores que brigam nos estádios, ao invés dos jogadores que só agem com emoção e nada mais?
    Alguém lembra quando o Ronaldo quebrou o alambrado do Pacaembu? E quando o Paulinho abraçou um torcedor após fazer aquele gol contra o Vasco na libertadores de 2013? Aquilo era emoção dos estádios e não das novas arenas, nada contra elas mas eu não acredito que isso dá certo para os torcedores brasileiros, temos o nosso jeito de torcer, em pé, gritando e pulando, até pendurado nas arquibancadas como era no Pacaembu.   
     Nas arenas europeias, temos bancos, estamos perto dos jogadores mas não podemos comemorar, estamos perto do campo e infelizmente tem muita gente que vai invadir, como foi na final do Campeonato Cearense... Sinto informar mas isso deve acontecer quando um time for campeão ou pior quando for rebaixado.
    Não poder comemorar os gols do jeito que a emoção mandar, é no minimo chato e no máximo ridículo. O torcedor grita por noventa minutos, torce e o jogador não pode nem dividir aquele momento com eles.
      Transformar o torcedor brasileiro em torcedor europeu, na marra pode não dar certo e acaba tirando tudo o que mais gostamos que é a espontaneidade e a alegria do Brasileiro quando se fala de futebol.

sábado, 23 de maio de 2015

De São Paulo para a Ucrânia.

O zagueiro Douglas Bacelar (25), do FC Dnipro Dnipropetrovsk, comenta a má fase do futebol Brasileiro e sua carreira do Vasco até o time ucraniano que disputa a  na final da Europa League, em entrevista para o blog Futebol Com Charme.

" Hoje somente com talento não se vence nada e acredito que no Brasil ainda se tem essa ideia de que apenas talento é suficiente." Afirma o jogador, que acredita para se jogar o futebol moderno é preciso saber sua função no campo e obedecer uma orientação tática.

O jogador vê que estamos parados no tempo e atrasado enquanto os Europeus tentam evoluir de todos os aspectos. " Falta mais invertimento, estrutura e profissionais capacitados, porque não adianta nada ter estrutura e não ter pessoas de qualidade que possam usufruir de uma boa estrutura". Afirmou o zagueiro quando perguntado sobre a falta de investimento nas categorias de base brasileiras.

O zagueiro agradece ao técnico Paulo César Gusmão por ter o ajudado no começo da carreira no Juventude e por levado ele para o Vasco. Time que defendeu em dois anos, demorou para se firmar devido a falta de experiencia no primeiro ano mas participou do elenco campeão da Copa do Brasil em 2010, já no segundo ano ele teve mais destaque e uma boa sequencia de jogos. Quando foi vendido no começo de 2013 para o Dnipro.

Douglas afirma que o seu maior sonho é vestir a camisa da seleção brasileira mas disse que o jogo contra a Alemanha, na Copa de 2014,  foi a comprovação de que precisamos evoluir em todos os aspectos e que é difícil explicar o apagão, mas acredita que foi devido a falta de preparação para enfrentar uma seleção do nível da Alemã, além da falta de capital que também foi sentida.

Na Ucrânia, o jogador declarou que o mais difícil para se acostumar foi o frio e a língua, porém contou com a ajuda de dois brasileiros que já estavam no clube quando ele chegou, que foram fundamentais para a sua adaptação.  Além da temperatura, outra dificuldade foi os conflitos que aconteciam no país e o jogador afirma que o clube foi afetado, principalmente na parte econômica e que todos no país sofreu de alguma forma ,até na cidade onde mora que é tranquila teve muita apreensão e torcida para que tudo fosse resolvido o mais rápido possível.

O atleta que nasceu em São Paulo, e atua como zagueiro por influencia do seu pai que sempre o levava para assistir seus jogos na várzea. Se inspira em Gamarra, zagueiro paraguaio e em Juan, que já usou a camisa da seleção Brasileira e  está no Internacional, de Porto Alegre. Em campo o seu maior desafio foi marcar o argentino Higuaín e afirma que o Luis Suárez é o melhor atacante atualmente , além de declarar que Messi é melhor que Cristiano Ronaldo, atual bola de ouro eleito pela Fifa.

O FC Dnipro Dnipropetrovsk está pela primeira vez na final da Europa League.  Após 97 anos da sua fundação. Douglas afirma que o elenco já está fazendo história, só de conseguir levar o clube para sua primeira final europeia já é algo histórico e que pode marcar seu nome na história do clube, se conseguir ser campeão. A final acontece na quarta feira, no Estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia dia 27 de Maio, contra o Sevillia, que já ganhou trés vezes a competição.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

OOh Mito !!

Após a eliminação, merecida depois da falta de futebol apresentada no Mineirão, o goleiro Rogério Ceni dá adeus a libertadores pela última vez. 

É Rogério, sabemos que nem de perto você merecia sair de campo assim, eliminado mesmo com uma boa vantagem, por pênaltis mal batidos, por falta de futebol em um jogo que tinha tudo para consagrar a classificação  pras quartas de finais.  Mas como você é Mito, é o nosso ídolo, tinha que sair de cabeça erguida fazer um gol de pênalti e defender dois não para qualquer goleiro por ai, é para quem entende e para que sempre vai ser o camisa 01 do Tricolor.

Eu sei que ainda faltam três meses para você se aposentar de fato, mas eu quero escrever esse texto agora, depois da sua eliminação, depois de ver você emocionado com a derrota nos pênaltis, de ver o quanto ainda é criticado mas mesmo assim amado pelos torcedores. 

Tenho orgulho de te chamar de ídolo, de falar que mesmo com quarenta anos ainda fecha o gol, ainda cobra faltas e ainda defende e faz gols de pênaltis. Quantas vezes já gritei  que você é o melhor do Brasil, no Morumbi subindo aquelas escadas ou até mesmo em campo aquecendo.

Toda a vez que você faz uma defesa espetacular como as de ontem e como a de 2005 no Mundial, eu grito como uma louca Rogéerio Ceni ! Agora a nova moda é a cada tiro de meta gritar Mito.Eu irei sentir saudades disso. Sentirei saudades de todos os gols que você já fez, que salvaram o time de um derrota, de todas as defesas, de todas as declarações quando precisávamos de uma, os aplausos que você dedicava a  todos os torcedores, do amor que você sente pelo São Paulo Futebol Clube, da sua imensa liderança e da sua honra em vestir essa camisa.

" Todos times tem goleiros, só nós temos Rogério." 

Frase que te define aos olhos dos torcedores, e até da mídia as vezes. Ganhou três taças libertadores, três mundiais, três Brasileiros, três paulistas e recentemente uma Copa Sul Americana... são só alguns dos seus títulos. Só isso está na sua história e todas essas taças são pelo São Paulo. Vinte quatro anos vestindo a camisa tricolor e sempre honrando, depois de ver ídolos como Zetti se aposentar foi sua vez de subir lá e fechar o gol do São Paulo, não demorou muito para virar o ídolo foi só demostrar a sua paixão e foi no que deu. Anos depois,estamos aqui ainda gritando o seu nome e te reconhecendo como um dos maiores e melhores goleiros.

" Gooool Rogério Ceni!" 

Um goleiro bater pênalti e faltas, isso no futebol moderno pode até ser normal, mas foi você quem começou com isso. Com uma ajudinha de mais um cara iluminado com a camisa do Tricolor Paulista, que foi o Muricy. Você já fez 127 gols, mas eu garanto que o que o torcedor mais gostou ou mais lembra foi o centésimo, em cima do maior rival, de falta e que ajudou a nossa vitoria. Tenho mais um certeza que você consegue chegar aos 130 nesse finalzinho de carreira. 

Records ? Isso você já tem de monte... Jogador que mais vestiu 

a camisa de um clube, o goleiro são paulino com mais 

tempo sem tomar gols. Como são muitos números é melhor 

deixar para lá porém todos já sabem o tamanho da sua história.

"Se essa torcida não te motivar, nada te motiva na vida!"

'Ela é a razão para eu continuar' (Se referindo a torcida )

"Eu amo o São Paulo, isso aqui é minha vida"

Liderança em campo é algo que já vem com você, tenho a mania de te ouvir a cada vídeo dos bastidores que sai no canal do São Paulo e eu juro que não me arrependo. Podem criticar, e falar que as vezes isso não funciona mas não me importo com isso. Eu sei que se não for pelo eles é por você que os jogadores correm, por sua história. Você já fez mais que isso, quantas vezes você deixou outro jogador bater pênalti, eu me lembro quando você deu a bola para Pato marcar, além de ceder a faixa de capitão inúmeras vezes ano passado para os garotos, e o que falar daquela cena na final da Sul Americana quando você deixou o Lucas levantar a taça.

 Quanto a Torcida, saiba que as vezes pegamos no pé mas você sempre será o nosso ídolo, aquele cara que pegava tudo, ou quase tudo porque ninguém é perfeito, debaixo das redes, que vestia a camisa do São Paulo como ninguém jamais vai vestir. Eu vou poder falar a qualquer um que eu vi um dos melhores goleiros do Brasil atuar e defender apenas um clube, e esse foi justamente o meu. Cada vez que gritamos o seu nome, ou Mito sabemos o tamanho do jogador e da pessoa que você é, sabemos tudo o que você já fez.

Ninguém conhece o São Paulo como você conhece e eu espero que esse " pendurar de chuteiras " não dure para sempre, espero te ver por ai no Morumbi, por ai no banco de reservas quem sabe, ou até no salão nobre do estádio... O futuro a você pertence mas saiba que ídolo como você será difícil, muito difícil ter outro. Não com tanta honra, qualidade,amor, profissionalismo e respeito que você tem ! 

OOH MITO !!

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