Algum São Paulino vivo depois da partida de ontem?
São Paulo e Atlético jogaram mais em vinte minutos, do que a partida aqui no Morumbi. E que jogo, digno de Libertadores, com raça, com emoção, com sufoco e no final com alivio para a torcida tricolor.
Comecei acreditando em um empate, mas confesso que quando o jogo deu inicio, a classificação já seria ótima, não importando o resultado. O São Paulo jogou com raça, na bola e com uma emoção que a tempos eu não via, querendo avançar, querendo ganhar e seguir para a semi final.
Quando vemos o Tricolor jogar assim, dá até uma nostalgia dos tempos de Lugano, Cicinho e companhia... Porém a minha maior saudades ontem foi a ausência do Rogério no gol. Acredito que não seja unanimidade mas eu não confio no Denis para defender nossas traves, ele foi bem e falhou em lances importantes, irregular e tem sido assim em todos os jogos que eu assisti. No segundo tempo, eu tremi quando ele deu o rebote, a cada bola parada mais medo e receio. Não sei afirmar se é pela responsabilidade de substituir um ídolo, mas se for ele deve saber que a camisa do São Paulo pesa e pesa demais.
Com os dois gols do Galo, a essa altura eu já estava imaginando o pior, quero dizer mesmo fazendo um gol teríamos que segurar o Galo em mais de um tempo, mais de 45 minutos, com o Atlético jogando em casa, torcida apoiando, isso seria dificil. Mas a torcida pressionou e o time da casa começou a ficar nervoso com vários passes errados.
O gol do Maicon veio na hora certa, o São Paulo acalmou e conseguiu segurar a bola e o relógio. O tempo precisava passar e não poderíamos tomar nenhum gol, tenho certeza que durante todo o segundo tempo muitos são paulinos não conseguiram nem assistir ao jogo, ou então quase tiveram um ataque do coração, afinal os minutos não pareciam passar e a cada bola parada mais uma respiração segurada. Quando chegaram os maravilhosos 45 minutos, o juiz deu mais cinco de acréscimos e vimos o último lance do jogo ser uma... bola parada, uma falta perfeita para o Atlético que com muita felicidade eu digo que ela não entrou!
Quando o juiz apitou o fim, o alivio percorreu meu corpo, junto com a felicidade de conseguir ver o meu time alcançar uma vaga na semi final, de ver a raça e a emoção verdadeira desses jogadores. Eu não acreditava que passaríamos da fase de grupos, pelo modo em que começamos a taça Libertadores, mas com a virada que demos depois do jogo contra o The Strongest, aquela em que o Maicon virou zagueiro, que o Calleri foi expulso, que os bolivianos provocaram mas não passaram. Ali alguma coisa aconteceu, eu vi que a camisa pesou, a raça e a honra de vestir a camisa apareceram e o São Paulo virou outro, um coletivo maior e mais unido...
Assim vamos seguindo, derrubando um a um e aqui estamos na semi final de uma taça libertadores depois de tanto tempo e depois de tantas eliminações por brasileiros. A camisa pesou, entortou o varal, pesa no peito dos torcedores e dos jogadores. Espero que seja assim continue, espero gritar lá na frente que o campeão voltou e que aqui é São Paulo!
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| foto:Divulgação |

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